Recentemente li um clássico sobre criação de identidades visuais. O nome da obra é “Como criar identidades visuais para marcas de sucesso”, do Gilberto Strunck e uma das partes mais interessantes do livro ensina como analisar se o desenho de um logotipo ou símbolo é bom.
O primeiro item a ser analisado é o conceito. O desenho, as cores, a fonte, o símbolo, o estilo do desenho e das letras está alinhado com o conceito a ser transmitido? Se a empresa é rápida e elegante, por exemplo, não pega bem usar elementos “pesados”.
Outro item importantíssimo é a legibilidade. É fácil ler o logotipo, mesmo em uma aplicação pequena, como uma caneta, por exemplo? Se aplicar em apenas uma cor, a leitura continuará boa? É preciso prestar muita atenção para entender o logotipo, ou só de “bater o olho” já é possível fazer a leitura completa?
Um logotipo deve ter personalidade própria. Nenhuma empresa é igual a outra, e o logotipo deve carregar esta mensagem. O logotipo é original? Existem outros parecidos com ele no mercado? Ele é compatível com o negócio da empresa? Ele se destaca em meio aos concorrentes?
Um bom logotipo não acompanha modismos. Ele deve ser de fácil leitura, deve ter um estilo e uma identidade forte e pronto. Nada de acompanhar as últimas tendências em criação de logotipos: com brilho, com degradê, com florais, com sorriso, etc. Se estiver alinhado com o conceito a ser transmitido, tudo bem, caso contrário nada de modismos. Pois eles passam e o logotipo deve durar.
O penúltimo aspecto a ser analisado é a pregnância. Trata-se da unidade, da harmonia e da beleza do logotipo. Um logotipo com cores agradáveis, com formas harmoniosas, com um estilo único entre as letras e o símbolo torna o efeito mnemônico muito maior. As pessoas se lembram mais de um logotipo bem desenhado, criado com equilíbrio, harmonia e unidade. Para simplificar, um logotipo com uma boa pregnância é aquele que você olha e parece que é tudo uma coisa só, as letras estão tão bem desenhadas que parecem fazer parte do símbolo e vice-versa.
E finalmente a análise da capacidade de reprodução dos elementos institucionais. Será que é possível aplicar em bordado, em silk-screen, em impressão digital? Será que é possível fazer uma escultura do logotipo? Tudo isso deve ser levado em consideração.
É importante ainda, não confundir marca com logotipo. A primeira é tudo o que as pessoas sentem com relação à empresa (na verdade é muito mais que isso, mas é assunto para outro texto) e o logotipo é a representação da marca. Portanto, quanto mais unidade, mais significado e mais tempo for dedicado ao logotipo, melhor a marca será representada.