Como analisar se um logotipo é bom

18/02/2010

Recentemente li um clássico sobre criação de identidades visuais. O nome da obra é “Como criar identidades visuais para marcas de sucesso”, do Gilberto Strunck e uma das partes mais interessantes do livro ensina como analisar se o desenho de um logotipo ou símbolo é bom.

O primeiro item a ser analisado é o conceito. O desenho, as cores, a fonte, o símbolo, o estilo do desenho e das letras está alinhado com o conceito a ser transmitido? Se a empresa é rápida e elegante, por exemplo, não pega bem usar elementos “pesados”.

Outro item importantíssimo é a legibilidade. É fácil ler o logotipo, mesmo em uma aplicação pequena, como uma caneta, por exemplo? Se aplicar em apenas uma cor, a leitura continuará boa? É preciso prestar muita atenção para entender o logotipo, ou só de “bater o olho” já é possível fazer a leitura completa?

Um logotipo deve ter personalidade própria. Nenhuma empresa é igual a outra, e o logotipo deve carregar esta mensagem. O logotipo é original? Existem outros parecidos com ele no mercado? Ele é compatível com o negócio da empresa? Ele se destaca em meio aos concorrentes?

Um bom logotipo não acompanha modismos. Ele deve ser de fácil leitura, deve ter um estilo e uma identidade forte e pronto. Nada de acompanhar as últimas tendências em criação de logotipos: com brilho, com degradê, com florais, com sorriso, etc. Se estiver alinhado com o conceito a ser transmitido, tudo bem, caso contrário nada de modismos. Pois eles passam e o logotipo deve durar.

O penúltimo aspecto a ser analisado é a pregnância. Trata-se da unidade, da harmonia e da beleza do logotipo. Um logotipo com cores agradáveis, com formas harmoniosas, com um estilo único entre as letras e o símbolo torna o efeito mnemônico muito maior. As pessoas se lembram mais de um logotipo bem desenhado, criado com equilíbrio, harmonia e unidade. Para simplificar, um logotipo com uma boa pregnância é aquele que você olha e parece que é tudo uma coisa só, as letras estão tão bem desenhadas que parecem fazer parte do símbolo e vice-versa.

E finalmente a análise da capacidade de reprodução dos elementos institucionais. Será que é possível aplicar em bordado, em silk-screen, em impressão digital? Será que é possível fazer uma escultura do logotipo? Tudo isso deve ser levado em consideração.

É importante ainda, não confundir marca com logotipo. A primeira é tudo o que as pessoas sentem com relação à empresa (na verdade é muito mais que isso, mas é assunto para outro texto) e o logotipo é a representação da marca. Portanto, quanto mais unidade, mais significado e mais tempo for dedicado ao logotipo, melhor a marca será representada.

O perfil das redes sociais no Brasil

10/02/2010

Proximidade com o cliente

18/12/2009

Atualmente, com o número elevadíssimo de concorrentes em quase todas as áreas de atividade profissional, é necessário adotar uma postura de proximidade com o cliente, para entender principalmente o que ele não diz.
Quando o cliente não reclama, a empresa não sabe se está tudo certo e acaba falhando sem perceber que a qualquer momento o cliente pode ligar avisando que está indo embora. Por isso, recomendo que você aproxime-se do seu cliente e o estimule a falar. Abra um espaço, dê oportunidade para que ele possa te ajudar e melhore, todos os dias.

Dia internacional do livro

23/11/2009

Hoje é comemorado o dia internacional do livro, esta invenção maravilhosa que possibilita àqueles que se dispõem a pagar o preço, um mundo infindável de informações que se transformam em conhecimento e ainda estimulam a criatividade.

Sou apaixonado por livros e a maioria das pessoas que me conhece sabe disso. E digo o motivo: aprendo muito com eles todas as vezes que os utilizo. Já aprendi sobre design gráfico, arte, marketing, comunicação empresarial, branding, varejo, publicidade, comunicação interpessoal, vendas, negociação, organização do tempo e tantos outros assuntos.

Este texto é uma homenagem aos livros. Ferramentas fantásticas que em silêncio ensinam muito e podem ser utilizadas quantas vezes forem necessárias.

A linguagem e a imagem corporativa

13/11/2009

Existe uma antiga frase que diz algo mais ou menos assim: “Suas atitudes falam tão alto que não consigo escutar o que você diz.” Esta sábia frase é de um filósofo estadunidense chamado Ralph Waldo Emerson e tem muito a ver com a gestão da imagem corporativa.

O objetivo da comunicação empresarial é gerenciar a imagem corporativa da empresa criando nos públicos de interesse associações positivas com a marca através de eventos, assessoria de imprensa, publicidade e outras ações.

Se alguém da empresa costuma fazer algo que vai contra o que a empresa diz, está colocando em prática as sábias palavras do filósofo. Além disso, ainda vai atrapalhar o que a empresa está tentando dizer.

Não adianta um belo texto institucional falando da empresa que é extremamente preocupada com o bem-estar de seus profissionais se sempre tem alguém com gripe por pura falta de orientação sobre vitaminas e alimentação. Ou então, dizer que seus profissionais são os melhores do mercado se em uma pequena discussão com um cliente ouve-se palavras desta que, digamos, não se usa na frente dos filhos. E é este o ponto onde a empresa não consegue ser ouvida, muitas vezes dentro dela própria as pessoas não são capazes de ouvir a “voz” institucional em detrimento de um profissional fazendo mau uso da língua portuguesa.

 Pesquisa recente da Universidade de Keele da Inglaterra diz que falar palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física. E uma pesquisa um pouco mais antiga diz que falar palavrões ajudam a diminuir o estresse no ambiente de trabalho. Mas, e é por isso que falam palavrão? Não, provavelmente, falam porque não consideram o próximo. Não entendem que às vezes, a pessoa não está afim de ouvir palavrões e que isso também, além de ajudar a diminuir o estresse no ambiente de trabalho (como diz a pesquisa) também ajuda a diminuir o respeito entre os colegas de trabalho e pode levar este problema para os clientes, fazendo com que eles enxerguem a empresa de acordo com o que ela está fazendo e não como está dizendo que faz.

Portanto, antes de fazer publicidade, de investir milhares de reais em um evento, verifique como anda a educação das pessoas que estarão lá representando a sua marca. Invista em um treinamento periódico sobre comunicação e relacionamento interpessoal. Você vai ver que sua empresa melhorará muito e vai conseguir ser ouvida pelo mercado – e da maneira correta, que é o mais importante!


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